sábado, 11 de junho de 2011

Um resumo...

Olá, essa é minha primeira postagem. Ainda sou um pouco inexperiente nesse negócio de Blog, mas há muito tempo estava pensando em fazer um, pois há momentos em que quero desabafar e não é qualquer pessoa que se sente bem em ouvir o que tenho a dizer.
Tenho 23 anos e sou casada com um adicto em recuperação. Decidi não me identificar, pois assim, estaria quebrando o anonimato do meu marido, que é uma coisa que só ele pode quebrar.
No início, eu não sabia que ele era um adicto. Durante o namoro, ele sempre andava bem arrumado, com dinheiro. Sempre que o procurava por telefone o encontrava. Carinhoso, atencioso. Me encantou e decidimos morar juntos.
Após alguns meses, coisas estranhas começaram a acontecer. As contas surgiam e ele nunca tinha o dinheiro todo da parte dele. Por ser comissionado, dizia que o movimento estava ruim. Mas essa desculpa começou a ser constante. Depois, passou a sumir do trabalho, passava da hora do almoço. Às vezes, dizia que ia almoçar, mas não estava em casa (já que o trabalho era perto de casa, ele não almoçava fora).
Pensei que fosse caso de traição. E os sumiços foram se tornando diários. Antes, eram horas. Depois, tornaram-se dias. A essa altura, já havia descartado a hipótese de traição, pois ele já havia perdido a vaidade. Fora que, no retorno dos sumiços, ele chegava suado, fedido, encardido. As desculpas foram acabando, até que um dia eu vi o não queria ver. Embaixo da cama havia uma cápsula de cocaína, vazia. Eu nunca usei, mas sabia o que era, afinal, já havia visto vários noticiários sobre apreensão de drogas. Mesmo tendo a prova na minha frente, eu não queria acreditar. Por que um filho e esposo maravilhoso destruiria sua vida assim? Que motivos ele teria?
Neste dia, discutimos muito, pois mostrei para ele o que havia encontrado e ele disse fria e tranquilamente que não era dela. De quem seria? Até que ele percebeu que não havia mais como mentir e respondeu que era dele. Mesmo com a prova na mão, minha ficha só caiu quando eu ouvi sair da boca dele.
Chorei muito. Isso aconteceu a aproximadamente há dois anos.
Não sei como consegui ficar meses sem contar para alguém. Tinhas dias que eu ia trabalhar e ele ainda não havia chegado em casa. Pior de tudo é que trabalho com o público, então tive que aprender a ser atriz, pois tinha que sorrir e meu sorriso não podia parecer falso. Era horrível! Voltar pra casa também não era fácil, pois no meio do caminho eu já ficava angustiada por não saber se o encontraria quando chegasse em casa.
E nem tinha como encontrá-lo por celular, pois a essa altura, ele já tinha vendido. Perdi a conta de quantos celulares ele vendeu.
E com isso tudo eu não o larguei! Antes, quando via casos na TV de mulheres que reclamavam do problema do marido e não o largavam eu achava burrice delas. E eu acabei estando do lado em que elas estavam. E por que eu não larguei? Porque a essa altura eu já o amava. Quando pensava em largá-lo, imaginava o que poderia acontecer com ele. Eu não conseguiria me perdoar. E sempre tive a esperança da cura dele.
Bem, essa é só uma parte de tudo o que já passei. Vou aproveitar que estou com sono para dormir, antes que ele se vá. Neste momento, estou sozinha mais uma vez, pois anteontem ele teve uma recaída e não o vejo desde as 14:15 hs de anteontem (09/06), exatamente. Ele nem sequer ligou. Já senti raiva, ódio, vontade de voltar pra casa da minha mãe. No momento, estou triste e com saudades e muita preocupação. Não importa o que ele tenha feito, o que eu mais desejo nesse momento é que ele entre por aquela porta e durma comigo. Depois que ele passou alguns meses limpo, achei que não passaria por isso nunca mais. É uma sensação de impotência horrível, mas tenho que aceitar que sou impotente diante disso.
Bem, como havia dito antes, vou aproveitar que o sono veio. Que Deus nos abençoe!!!
Boa noite!

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